03 março 2006

Reforma Universitária

Celso da Cunha Bastos.

Questões como autonomia, gestão e financiamento das Universidades dominam os debates sobre a Reforma no Ensino da Educação Superior. Entretanto, discussões sobre a definição do tipo de Ensino que deve ser ministrado para que os universitários de hoje desenvolvam uma visão crítica do passado e a realidade atual, raramente têm sido feitas. Com isso, é certo que, com muita dificuldade esses universitários desenvolverão percepções que permitam formular conhecimentos inovadores para projetar o futuro de acordo com as necessidades do desenvolvimento regional ou nacional.
Não se pode esquecer que as Universidades desempenham papel fundamental na estruturação de conhecimentos que permitam a construção de uma sociedade mais justa, moderna e inclusiva. Em outras palavras, pode-se dizer que soam corretas as palavras da ANDIFES (2004) quando afirma que Educação Superior é um bem público que condiciona o desenvolvimento humano, favorece o crescimento econômico, facilita o desenvolvimento social e permite a afirmação de valores e identidades culturais de uma nação.
Com relação ao ensino, pesquisa e extensão constata-se que as políticas nacionais de produção científica e de produção tecnológica não apresentam simetrias com os objetivos e finalidades que se esperam das Instituições de Educação Superior. Os recursos de finaciamento são escassos para a pesquisa e para o desenvolvimento tecnológico nas Universidades Públicas, e, praticamente, inexistentes nas Instituições Privadas. Assim, constata-se que não há, nos formuladores e executores de políticas de ensino, a firme consciência de que a EDUCAÇÃO é um importante setor estratégico do Desenvolvimento Nacional.
Apontar equívocos, erros ou falhas nas políticas atuais do ensino superior significa conhecer o presente e analisá-lo com base no passado para projetar o futuro. Descobrir na realidade do presente as imperfeições do sistema atual e reconhecer a necessidade de construir uma estrutura de ensino superior moderno, atualizado e em consonância com a vida globalizada é uma verdade que tem seu fundamento no idealismo subjetivo de cada cidadão brasileiro. Educar, crescer e desenvolver são palavras chaves desse idealismo e devem estar presentes em todos os momentos quando se discute a Reforma Universitária.

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